Depois de organizar tudo que eu vinha estudando e observando, eu precisava transformar esse conhecimento em uma estratégia para a minha própria volta. Eu não queria simplesmente decidir quais posts faria durante o mês. Queria entender qual percepção eu queria construir, quais pessoas queria atrair, quais histórias precisava contar, quais pontos de contato poderiam gerar desejo e, principalmente, como tudo isso deveria se conectar.
Por isso, antes de começar a produzir, eu reuni todas as informações que já tinha sobre a minha marca, sobre a minha audiência e sobre os resultados que havia construído. Voltei para conteúdos que já tinham funcionado, observei as pessoas que demonstraram interesse em trabalhar comigo, analisei as coisas que mais geravam identificação e desejo e organizei tudo isso para conseguir tomar decisões muito mais conscientes sobre essa nova fase.
A primeira decisão foi entender que o meu primeiro mês não seria sobre vender.
Eu quero voltar primeiro para construir presença, atrair pessoas novas, criar conexão e apresentar a nova fase da marca. Quero que quem chegar agora tenha tempo para entender quem eu sou, como eu penso, o que acredito e por que existe uma forma diferente de olhar para marcas e negócios.
Por isso, planejei meus 30 primeiros dias com quatro grandes objetivos: atrair novas pessoas, criar conexão, gerar desejo e preparar o terreno para as vendas que virão depois.
No feed, eu organizei uma sequência de conteúdos que não existe por acaso. Cada publicação precisa cumprir uma função dentro da construção da marca.
Quero usar os primeiros conteúdos para apresentar essa nova fase, trazer pessoas novas para perto e começar a mostrar a minha visão sobre marcas desejadas. Depois, vou aprofundar essa visão através de conteúdos que gerem identificação, ensinem coisas que eu aprendi nos bastidores e mostrem situações que fazem uma pessoa perceber que talvez o problema da marca dela não seja simplesmente “falta de conteúdo”.
Também quero trazer histórias e provas dos bastidores, mostrar o que observei trabalhando com clientes e começar a apresentar as ideias que sustentam o Ecossistema de Marca Desejada.
E, ao longo do mês, vou construindo contexto para os meus produtos.
Não quero que a pessoa conheça um produto antes de entender por que ele existe.
Quero primeiro construir a percepção. Depois, apresentar a solução.
Por isso, neste primeiro mês, o feed será muito mais focado em atração, conexão e desejo do que em venda direta.
Mas existe uma parte ainda mais interessante desse plano.
Eu não organizei apenas o feed.
Eu sentei para mapear os meus próprios stories.
Voltei para diferentes momentos em que usei os stories para gerar desejo, criar conexão, apresentar uma ideia, mostrar bastidores, aumentar percepção de valor ou conduzir alguém para uma ação.
Peguei essas experiências e comecei a identificar os diferentes mecanismos que eu já usava, muitas vezes até de forma intuitiva, para fazer uma pessoa continuar acompanhando, se envolver com uma história e, principalmente, desejar alguma coisa.
Eu organizei tudo isso em um Drive, porque percebi que tinha criado, ao longo dos anos, um repertório enorme de formas de gerar desejo nos stories e que fazia sentido transformar esse repertório em uma estrutura.
Então, para esses 30 dias, eu também criei um plano de stories.
Todos os dias existe uma intenção por trás do que eu vou mostrar.
Não significa que todos os dias eu vou vender.
Muito pelo contrário.
Quero usar os stories para construir relacionamento, mostrar os bastidores dessa nova fase, dividir o que estou aprendendo, gerar identificação e, principalmente, criar pequenas experiências de desejo ao longo do dia.
Porque, se o feed ajuda uma pessoa a descobrir e entender a marca, os stories permitem que ela conviva com ela.
E quanto mais pontos de contato uma pessoa tem com uma marca, mais oportunidades existem de construir percepção.
Enquanto planejava essa volta, percebi que não queria apenas voltar falando sobre marcas desejadas.
Eu queria construir produtos que ajudassem as pessoas a fazer isso.
Por isso, também comecei a desenvolver um novo produto que vai funcionar como uma porta de entrada para o meu ecossistema.
A ideia é que ele seja o primeiro passo para quem quer entender melhor como gerar desejo, construir percepção e fazer uma marca deixar de parecer comum.
Ele ainda faz parte dessa construção.
E, por enquanto, eu não quero te entregar tudo sobre ele.
Mas você vai começar a ver os conceitos por trás dele aparecendo nos meus conteúdos, nos meus stories e nas coisas que vou compartilhar ao longo desses 30 dias.
Outra decisão importante que tomei foi não tentar fazer tudo ao mesmo tempo.
O primeiro mês é construção.
Quero atrair.
Quero conectar.
Quero gerar desejo.
Quero apresentar a nova fase.
Quero fazer as pessoas entenderem o que significa, para mim, construir uma Marca Desejada.
E depois que essa percepção estiver mais construída, o segundo mês ganha outro papel.
Aí sim, o foco começa a se aproximar mais das vendas.
Porque eu não quero começar essa nova fase pedindo que as pessoas comprem.
Quero primeiro dar a elas motivos para desejar acompanhar, conhecer, confiar e querer fazer parte do que estou construindo.
Quando a venda chegar, ela não será uma interrupção na comunicação.
Ela será consequência dela.
Então, quando eu falo que passei mais de 120 dias longe do Instagram planejando a minha volta, é disso que estou falando.
Eu não passei esse tempo tentando descobrir o que postar.
Passei esse tempo entendendo melhor o que faz uma pessoa desejar uma marca.
Reuni dados da minha audiência. Voltei para experiências que já tive. Observei os bastidores do Estúdio Ascensão. Analisei resultados. Mapeei formas de gerar desejo nos stories. Organizei esse repertório. Planejei os conteúdos do feed. Estruturei os meus primeiros 30 dias. Defini o papel desse primeiro mês e já pensei no que quero construir no segundo.
E fiz tudo isso porque não quero simplesmente voltar a aparecer.
Quero voltar construindo alguma coisa.
Uma marca mais forte.
Uma comunidade de pessoas inteligentes e ambiciosas.
Um ecossistema de produtos que ajude mais pessoas a ascenderem seus negócios.
E, principalmente, uma marca que faça as pessoas certas olharem e pensarem:
“É isso que eu estava procurando.”
Foram 120 dias longe daqui.
Mas foram 120 dias de estudo, execução, observação, pesquisa e construção.
Agora eu quero trazer tudo isso para cá.
Quero abrir os bastidores do que estou construindo, compartilhar o que aprendi e mostrar, na prática, como uma marca pode deixar de ser apenas boa e começar a ocupar um espaço muito maior na cabeça das pessoas certas.
Esse é o começo de uma nova fase.
E, se você também sente que existe algo muito maior para a sua marca, talvez essa nova fase tenha começado para você também.